domingo, 15 de julho de 2018

Aniversário de 109 anos do Theatro Municipal


A EEDMO participou das comemorações  do aniversário de 109 Anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro


Ontem, dia 14 de julho o maior Teatro do Brasil comemorou seu aniversário.  Nesta comemoração, a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa teve, mais uma vez, a oportunidade de fazer parte do espetáculo. Destacamos que a Escola participa dessa festa desde os anos 2000, uma vez que foi criada, em 1927, com o intuito de ser um celeiro formador de bailarinos para o Corpo de Baile do Theatro Municipal.
Essa comemoração é muito importante para nós alunos, dançar em cada aniversário nos faz sentir parte dessa história. Como aluna me sinto grata cada vez que tenho a oportunidade de comemorar essa data tão especial fazendo o que eu mais amo, dançar.

“Dançar no aniversário do Theatro Municipal sempre foi uma grande alegria, uma grande festa, primeiro para os artistas que estão mais uma vez em cena e segundo para o público que tem a oportunidade de entrar nesse maravilhoso theatro sem custo nenhum, então isso é um grande momento para todos tanto para os artistas como para o próprio público.
Quanto agora ser professora é uma continuação o nosso trabalho de anos então é uma festa em dobro agora podendo perpetuar a felicidade que sempre foi estar em cena e agora vendo os alunos em cena é a continuação de um trabalho, isso é maravilhoso, isso é gratificante. Eu agradeço muito a pertencer a esse templo sagrado ”  – Palavras da professora Karina Dias que é formada pela EEDMO e primeira solista do Theatro Municipal.

“Sinto-me muito honrado de estar participando mais uma vez do aniversário do theatro, é maravilhoso poder participar disso tudo, dessa família, dessa casa com pessoas maravilhosas tanto técnicas quanto artísticas, como disse é uma honra poder estar participando disso, dessa escola Maria Olenewa que é uma escola de tradição” – Felipe Bertuci, aluno da turma de rapazes avançados.

“Eu acho muito legal, pois o ano passado eu não participei, só  mais velhas e esse ano é o maior prazer, eu acho que é um espetáculo muito emocionante” Aluna Ana Carolina Mendes, 2° básico

“Me sinto muito grata e é uma grande honra participar de mais um ano do aniversário do Theatro, principalmente por que a gente cresceu aqui, então para mim é muito gratificante” Luiza Turibio, 1° técnico  

“Fui chamada para dançar esse papel (Kitri) há duas semanas atrás, eu achei que não fosse dançar nada no theatro e eu danço no aniversário do theatro desde  que eu tinha 9 anos, então foi muito importante dançar de novo no ano de formatura, e ter tido a honra de ter sido colocada em um dos papeis principais do sonho de Dom Quixote, e apesar de ter tido poucos ensaios eu acho que deu tudo certo. É sempre incrível entrar no palco, principalmente o do theatro. É difícil de aceitar que teoricamente é minha ultima vez dançando no aniversário do Theatro como aluna da eedmo, é um pouco triste, mas também é uma sensação de realização  saber que você conseguiu passar por todas as etapas e cumpriu seu dever como aluna” Tabata Salles, formanda  2018.

Assim, em nome de todos alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa parabenizo o Theatro pelo aniversário e agradeço a todos os professores e diretores de nossa escola pelo incansavel trabalho e por nos oportunizar a dançar neste Palco Sagrado.

Que venham as comemorações pelo aniversário de 110 anos!!!

Ana Clara Lira





sexta-feira, 22 de junho de 2018

"Jóias do Ballet": A EEDMO revivendo o sonho de Olenewa


A história do Theatro Municipal do Rio de Janeiro é memorável e nunca deve ser esquecida, por isso é essencial que o esforço feito por grandes personalidades do século XX deve ser passado para as novas gerações. Felizmente, após difíceis dois anos em meio a crises financeiras enfrentadas em todo o país, o Corpo de Baile do TMRJ juntamente à OSTMRJ terá o imenso prazer de apresentar o espetáculo “Jóias do Ballet”, com quatro récitas, que trará “Espectro da Rosa”, “Les Sylphides” e “Raymonda” para comporem um grande retorno da vivacidade dentro do maior templo da arte do Brasil.

Ao pensar nesse espetáculo, é necessário citar a participação das alunas dos últimos anos da escola (2º e 3º técnico) no ballet Les Sylphides. Poder passar por experiências de conviver com uma companhia profissional, que foi criada a priori para ser o futuro dos alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (EEDMO), é muito importante para conseguir entender o que será a vida como bailarino(a) profissional. 




Na foto, Márcia Faggioni e Teresa Augusta com alunas do 3° ano Técnico da Escola de danças.

Analisando pelo peso e simbolismo histórico que toda a montagem carrega vale lembrar que Maria Olenewa, grande bailarina russa que veio ao Brasil com a companhia de Anna Pavlova e fez grande sucesso ao dançar em óperas tanto no Theatro Municipal quanto no Teatro Colón, foi a primeira a lutar com muita garra pela criação de uma escola de ballet clássico no Rio de Janeiro. Olenewa foi a bailarina que dedicou grande parte de sua vida a conseguir construir a base necessária para fixar por longo tempo esse centro de aprendizado para bailarinos. Sempre teve como objetivo principal promover um ensino completo de técnica clássica para que o TMRJ possuísse seu próprio Corpo de Baile sem a necessidade de contratar bailarinos de outros países para as temporadas líricas, já que inicialmente as obras aqui apresentadas eram voltadas somente para óperas com curtas participações de bailarinos.

Tendo sido o sonho realizado em abril de 1927, a escola oficial de dança do Theatro Municipal foi finalmente fundada. Em novembro do mesmo ano foi apresentado o 1º Grande Festival da Escola de Bailados, sob a direção de Maria Olenewa, que montou o clássico Les Sylphides, remontado futuramente por novas gerações (1960, 1978, 1979, 1987, 1996, 2017). Foi o primeiro ballet a ser encenado pela antiga Escola de Bailados em 1927 e fez parte também da primeira temporada de bailados em 1937 da companhia profissional, sendo este o Corpo de Baile oficial do TMRJ, constituído pelos bailarinos formados pela Escola. 




Foto do ensaio de palco de "Les Sylphide"

No espetáculo em questão temos como remontadora e ensaiadora de “Les Sylphides” Márcia Faggioni, ex-solista do Corpo de Baile do Theatro Municipal, hoje professora dos anos técnicos da Escola de Dança. Como sua assistente, Teresa Augusta, que foi aluna da Escola de Danças que integrou o Corpo de Baile do TMRJ e construiu rica e aclamada carreira como Solista do Theatro Municipal. Em cena como “Prelúdio” temos Deborah Ribeiro, Primeira Solista do BTMRJ, formada pela EEDMO. Além desta podemos citar Carla Carolina, Juliana Valadão, Melissa Timbó, Rachel Ribeiro, Samantha Monteiro, todas ex-alunas EEDMO que ao lado de tantos outros nomes figuram atualmente compondo o Corpo de Baile do TMRJ. Hoje, algumas alunas dos últimos anos da Escola tendo a valiosa e ímpar oportunidade de dividir o palco estando em cena com CBTMRJ, com nomes da dança como Cícero Gomes e Cláudia Motta, experienciando, aprendendo e estando em contato com referências como Ana Botafogo e Cecilia Kerche. Na interligação presente entre todos esses nomes se explicita o caráter de continuidade como característica inerente a toda história da EEDMO. E é então que percebemos que essa integração é que permite por fim a formação não apenas de bailarinos, mas de artistas. A trajetória cíclica da nossa história, que foi escrita e perenemente se escreve pelas atuais gerações num ritmo que pertua a continuidade. 

O espetáculo “Jóias do ballet” é a reunião de grandes artistas do corpo de baile do TMRJ, sob direção de importantes nomes da história do ballet brasileiro com as novas gerações de bailarinas da Escola de dança apresentando “Les Sylphide”, o que dá continuidade ao esforço de Maria Olenewa e reforça, o legado e objetivo da Escola como celeiro de bailarinas, e do Teatro como uma grande casa de espetáculos brasileira que mantém vivo o sonho das alunas de fazerem parte dele.





Texto escrito colaborativamente por alunas do 3° Técnico






segunda-feira, 4 de junho de 2018

Pré-estréia do Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (BEMO-TMRJ)


Mais um mês é inaugurado em nossos calendários e esse mês em especial traz consigo além de uma renovada energia, a realização de um sonho, a pré-estréia do Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (BEMO-TMRJ), companhia jovem recém criada da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa sob direção geral de Hélio Bejani e direção artística de Jorge Teixeira. Nos últimos dias 1,2 e 3 de junho o teatro João Caetano foi o palco onde um novo capítulo na história do ballet no Brasil está sendo escrita, ou melhor, dançada.

Foi apresentado “Giselle”, um dos mais influentes e ovacionados de todos os balés românticos, além de uma das maiores e mais populares obras de balé de repertório. A obra, com coreografia de Jules Perrot e Jean Coralli e música de Adolphe Adam, se desenrola em dois atos e conta a história de uma camponesa chamada Giselle, que padece de uma desilusão amorosa após descobrir que seu amor a traiu e tem como destaque as Wilis, espíritos de virgens que morreram antes de casarem, que levam os homens à morte pela dança.

2° ato de "Giselle"

O papel-título apresenta o poder do amor da mulher face à traição, sendo em cada um dos três espetáculos linda e tocantemente interpretado, trazendo à tona a sensibilidade e a verdade cênica ímpar de cada bailarina, sendo este papel um dos mais tecnicamente exigentes e emocionalmente desafiadores da dança clássica.

O grupo de dança pré-profissional composto por alunos dos últimos anos de formação e alunos formados da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (EEDMO) arrancou sorrisos, lágrimas de profunda emoção, inúmeros elogios e genuínos e calorosos aplausos ao longo de todos os espetáculos.

 


Enfim no domingo, encerrando com chave de ouro a pequena porém tão vibrante temporada do balé Giselle contamos com o privilégio de poder contemplar dando vida à Giselle a Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Claudia Mota, mais uma vez tocando e emocionando o público de maneira singular. Além disso, tivemos a honra de contar com as presenças ilustres na platéia de Ana Botafogo e Cecilia Kerche, diretoras do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao término do espetáculo, os diretores Hélio Bejani e Jorge Teixeira, a Primeira Bailarina Claudia Mota e todo o elenco.


Este balé, que contrasta e expõem as mazelas e fragilidades humanas, que dialoga entre o humano e o sobrenatural foi brilhantemente dançado e interpretado pela BEMO. Parabéns a todos os envolvidos, que tanto se comprometeram e se doaram para isso fosse possível. Ao final desta primeira estréia se confirma que estimulados, norteados e aconselhados por uma equipe de peso, composta por grandes nomes da dança, nasce então uma nova leva não somente de bailarinos, mas de artistas !

Contamos com a presença de todos vocês no dia 10 de junho no Theatro Municipal do Rio de Janeiro para estréia oficial do Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (BEMO).


Clara Judithe - 3° Técnico

quarta-feira, 30 de maio de 2018

"Corpo de Baile"


"Corpo de Baile"


"É uma emoção muito grande pra mim, pois foi aqui que eu aprendi a amar e a reverenciar todas as pessoas que trabalharam no TMRJ" Enamar Ramos.
Na ultima sexta (18), a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa assistiu, em sua 1° exibição, o documentário "Corpo de Baile" que conta a história da trajetória do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. 
O documentário, produzido por Enamar Ramos (professora da UniRio e formada pela Escola de Danças em 1959) e Élid Bittencourt (professora aposentada da UniRio e formada pela Escola de Dança em 1973) , traz entrevistas com diversos nomes importantes do Ballet Brasileiro como Tatiana Leskova, Nora Esteves, Paulo Rodrigues (professor da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa), Hélio Bejani (atual diretor da EEDMO) e muitos, que nos contam sobre a formação do TMRJ. Sendo muitos os nomes que passaram por aqui, o documentário recorta somente a participação de alguns bailarinos de forma que instiga ao conhecimento e aumenta o interesse dos alunos.
Com o passar do tempo a memória desses ícones vai se perdendo e com o objetivo de preservar tanta história, Enamar e Élid elaboraram o documentário para que as novas gerações conheçam um pouco mais e respeitem os mestres que com muita garra e ballet conseguiram tornar o Teatro Municipal no que ele é hoje.

O trabalho é de uma iniciativa muito bonita, visto que o registrar e o contar da história é que preservam os acontecimentos, e o documentário conta, de forma belíssima preservando e eternizando a memória de cada um, deixando de legado ás gerações seguintes que grande história existe por traz do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
É relevante destacar que o documentário  apresenta o depoimento de Eric Waldo em uma de suas últimas entrevistas registrada.
 Eric Waldo e Márcia Faggioni

As pesquisadoras o nosso muito obrigado, aos nossos leitores o convite para que assistam ao documentário.

Sabrina Robert – 3° Técnico

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Uma vez mais brilha nossa Escola !


Neste último domingo, dia 27 de maio a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa apresentou mais uma vez o espetáculo “Hoje tem Marmelada!!! & Suíte de Don Quixote”. Marca registrada da EEDMO, a emoção, expressividade, vivacidade artística e rigor técnico mais uma vez tiveram presença confirmadas em mais uma apresentação.

 
Coreografia de contemporâneo, "Os trapezistas"


O espetáculo teve início com a criatividade, inventividade, magia e interdisciplinariedade artística de ‘Hoje tem Marmelada!!!”, parte do espetáculo que mais uma vez contou com a participação especial de Bruno Fernandes (no papel de Palhaço) e Saulo Finelon (no papel de Mestre de Cerimônias), ex-alunos EEDMO e atuais bailarinos do BTMRJ que com irreverência conduziram o público ao fantástico mundo do circo. Composto pelas turmas de Preliminar, 1° Básico, 2° Básico, 1° Médio e 2° Médio esse trecho do espetáculo foi também abrilhantado com a participação das bailarinas da cia LaCrista Teatro de Movimento (que tem como uma das diretoras Laura Azulay, formada na EEDMO) que paralelamente a todo desenrolar coreográfico apresentavam uma técnica de dança aérea contemporânea mesclado a elementos do tecido acrobático, emoldurando e avivando ainda mais os tons de magia que coloriam o espetáculo.

 
"Hoje tem marmelada!!!", final da 1° parte do espetáculo.


Após o intervalo o público foi submergido em uma atmosfera utópica, de encantamento e fantasia. Entra em cena o ballet Don Quixote, com coreografia de Marius Petipa e música de L. Minkus, inspirado na obra de Miguel de Cervantes, onde são narradas as aventuras de Kitri e Basílio. Na suíte apresentada pela EEDMO foram encenados o 1° e 2° atos do ballet que contou com a participação especial da tão querida Deborah Ribeiro, Primeira Solista do BTMRJ formada pela EEDMO, no papel de Kitri dividindo a cena com Alef Albert, Bailarino do BTM que gentilmente abrilhantou o espetáculo. Para os alunos da EEDMO que compuseram o elenco de Don Quixote o privilégio de uma engrandecedora experiência de poder ter o convívio e dividir o palco mais uma vez com bailarinos da companhia do TMRJ.

 
2° ato da suíte de Don Quixote


A atmosfera que permeou todo o espetáculo revelou mais uma vez todo o engajamento na formação não apenas de bailarinos, mas de artistas através do trabalho ardúo de toda a direção em conjunto com todo o corpo docente e discente, mesmo em meio ao atual estado de crise, precariedade e descaso com a arte. Mesmo em meio a tantas adversidades, mais uma vez nossa Escola de Dança deu um show, conquistando aplausos e sorrisos com a arte de dançar. Parabéns a direção, cada professor, funcionário, alunos e a todos em geral que contribuíram mais uma vez para a realização deste lindo espetáculo.

Que venha a estréia de uma das grandes jóias do bailado romântico, Giselle, pelo Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (BEMO-TMRJ) !!!


Clara Judithe - 3° Técnico



domingo, 20 de maio de 2018

A EEDMO se despede de Eric Waldo


É com um imenso pesar que comunicamos o falecimento do professor e bailarino Eric Waldo. Eric Waldo se formou na Escola de Dança, integrou o corpo de baile do Theatro Municipal se tornando solista e retornou à Escola como professor. Formou diversos alunos, e alguns dos atuais professores da EEDMO, onde entre suas alunas estava Marcia Faggioni, que como uma boa discípula seguiu os passos de seu mestre e hoje atua também como professora da Escola de Dança.


Eric Waldo em visita à EEDMO, ao lado de sua ex-aluna e atual professora na Escola de Dança, Márcia Faggioni.


Na últma sexta feira (18/05), tivemos o prazer de vê-lo no lançamento do documentário produzido pela UNIRIO,“ Corpo de Baile”, exibido em nossa Escola de Dança, onde através de depoimentos compartilhou com o público um pouco de suas experiências artísticas ao longo de sua carreira, junto a grandes nomes do ballet brasileiro.

É inegável que seu legado no mundo da dança contribuiu significativamente para manutenção da tradição em nossa Escola de Dança, perpetrando através das gerações de alunos toda sua entrega, conhecimento e paixão. Hoje se vai um artista e grande mestre nos deixando a saudade mas também a certeza de que tudo que é bom dura tempo suficiente para se tornar inesquecível.




Deixamos aqui nossa singela e pequena homenagem, e acima de tudo o nosso muito obrigado.

Descanse em paz Eric Waldo !




Clara Judithe - 3° Técnico

domingo, 29 de abril de 2018

A Arte que nos movimenta





A dança é a forma de enxergar o corpo como uma ferramenta criativa, é a arte que transforma o sentimento em movimento. Devido a sua condição inerente à natureza humana sempre esteve presente nas sociedades, desde as mais antigas até as atuais. Inicialmente era muito ligada aos rituais religiosos, em especial os de fertilidade, o que expressa à busca pela harmonia entre corpo e natureza. Ao longo da história passou por aprimoramentos, codificações e mudanças, se dividindo em diversas linhas de interpretação. No dia 29 de abril é comemorado o Dia Mundial da Dança, data que desde 1982 enaltece todas as formas artísticas que se manifestam através do movimento. 

   As danças têm origem popular, com dinâmicas improvisadas e livres, que ao longo da história foram adaptadas pelas classes dominantes. Graças aos triunfos, grandes festas protagonizadas pelos nobres que emergiram na Itália com Lourenço de Médicis, que surgem nas cortes figuras fundamentais para o desenvolvimento dessa arte: os mestres de dança. Cria-se assim, o embrião da dança como espetáculo.  A partir daí se observa um processo de codificação dos movimentos, cujo marco é o tratado feito por Domênico de Piacenza no século XV, “Sobre a Arte de Dançar e Dirigir Coros”. 

   Com o Ballet Comique de la Reine, encomendado por Catarina de Médicis para corte gálica, consolida-se a dança como forma de espetáculo. Essa visão atinge seu apogeu na França do século XVII com Luís XIV. O Rei Sol, como era chamado o monarca símbolo do absolutismo francês, foi o principal responsável pelo desenvolvimento das artes e da cultura no reino. Uma de suas contribuições mais significativas foi a criação da companhia de ballet da Ópera de Paris. É nessa conjuntura que o aluno Jean Georges Noverre desenvolve suas ideias que para sempre revolucionariam o mundo da dança. 

   Em 1760, com a publicação de seu livro “Cartas sobre a Dança”, Noverre apresenta reflexões acerca da natureza e a liberdade dentro das artes no decorrer de 15 cartas. Nelas, defende o ballet de ação, uma obra que dependia do desenvolvimento dramático, ou seja, da coerência entre enredo e personagens. Além disso, faz diversas críticas à forma como o espetáculo era montado na Ópera de Paris, que se apoiava fundamentalmente no virtuosismo de seus bailarinos e se desvinculava dos temas propostos. Essa obra revela aspectos da dança que até hoje são muito importantes para o mundo artístico por colocar questões como a ligação entre arte e vida, o balanceamento entre técnica e expressividade e a relação entre racionalidade e emoção.  

   Desde a primeira carta Noverre defende a dança como imitação da natureza, sendo ela a responsável pela vida humana. Imitação essa não no sentido literal da palavra, mas sim no âmbito de respeito as singularidades dos indivíduos. A dança deveria valorizar as diferenças dos intérpretes e não buscar pela padronização deles, o que entra em combate direto com o formalismo e a rigidez no ballet do século XVIII. Dessa forma, ressaltava a importância da liberdade no processo criativo e criticava quaisquer recursos limitadores como máscaras, perucas, roupas muito pesadas e qualquer material que pudesse dificultar a interpretação. 

   Com pesada influência do pensamento Iluminista, Noverre defendia a harmonia entre as artes que compunham o espetáculo (cenário, música e dança) e acreditava na necessidade de racionalidade, ou seja, o ballet precisava de um “fio-condutor”, um início, meio e fim. Mesmo assim, ainda defendia a atuação conjunta da emoção (interpretação) e da razão (técnica). 
   Essas ideais escritas no século XVIII serviram de base para revoluções no meio artístico em todos os períodos que se seguiram, o que deixa claro a contemporaneidade avançada de Noverre, muitas vezes referido como “um homem à frente de seu tempo”. Por causa de seu papel influenciador na história da arte e principalmente da dança, foi acordado que o Dia Mundial da Dança seria comemorado na data de seu nascimento, dia 29 de abril.

Juliana Kreitlon Pereira - 2° Tecnico

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Texto de Boas Vindas para os novos alunos da EEDMO 2018


Texto de Boas Vindas para os novos alunos da EEDMO 2018

        Estamos na 5ª semana de atividades, e foi com muita alegria que a escola de Dança Maria Olenewa abriu suas portas no dia 6 de março recebendo os novos e antigos alunos para juntos darmos início a mais um ano letivo.  Neste ano, nossa escola comemora 91 anos de existência e será sem sombra de dúvidas um ano marcante e cheio de boas surpresas.

Jorge Texeira
Renata Gouveia
Michele Bento



  A escola recebeu mais cinco profissionais para preencher o quadro de professores, sendo eles: Jorge Texeira (Ballet Clássico), Michele Bento (Francês), Renata Gouveia (Progressing Ballet Technique), e as ex alunas da escola: Liana Vasconcelos e Deborah Ribeiro (Ballet Clássico), fato extremamente importante, uma vez que, tê-las de volta ao nosso grande celeiro de bailarinos significa a retomada de um grande ciclo: aluna, bailarina profissional e professora. Com isso, dando continuidade ao sonho de Maria Olenewa.

Liana Vasconcelos

      
 “É com grande felicidade, responsabilidade e honra que pretendo retribuir e passar aos meus alunos o que aprendi nesta escola, que foi minha segunda casa por muitos anos, me junto aos demais professores e direção para mantermos a qualidade de ensino e a tradição da mais antiga e maior escola de dança clássica do país. ” (Liana Vasconcelos).

Deborah Ribeiro

       
"É um sentimento de realização, uma honra e felicidade enorme fazer parte deste quadro de profissionais de altíssima qualidade, mais gratificante ainda por me encontrar numa fase em que sou bailarina solista atuante do Ballet do Theatro Municipal e assim poder passar com muito prazer o conhecimento adquirido em anos de trabalho e também minha vivência nos palcos para aqueles que são certamente o futuro do nosso BTM." (Deborah Ribeiro).

         Além de matérias teóricas de História da Dança, Terminologia, Música, Comportamento e Atitude na Dança, Saúde e Dança, agora nossos alunos terão novas disciplinas como aulas de Francês e PBT (Progressing Ballet Technique), visando uma formação ainda mais completa para os nossos futuros bailarinos.

        No ano passado em comemoração dos 90 anos tivemos 3 espetáculos de grande sucesso e encerramos 2017 com a suíte do ballet “Dom Quixote” e “Hoje tem marmelada” com casa lotada e com direito a reprise na semana seguinte. Já estamos em ritmo de muitos ensaios, pois quem perdeu poderá assistir nosso espetáculo que será apresentado novamente no dia 22 de abril.

Desejamos a todos um ano de muito sucesso e aprendizado!

Williams de Morais - 3° Médio

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

De formadinha para formanda ✨





Depois de nove anos de muito esforço, dedicação finalmente vou realizar meu grande sonho,  de formandinha para formanda. Parece que foi ontem que eu tinha 9 anos e estava fazendo formandinha no Ballet La Barre. Agora vejo que todo o esforço valeu a pena e vejo que o meu grande sonho está se tornando realidade. Não vejo a hora de subir ao palco do Theatro Municipal não como uma aluna e sim como uma formanda e passar a minha barra para uma nova aluna. Agradeço muito a todo os professores que fizeram parte dessa trajetória.


Maria Fernanda Antunes - Formanda 2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Escola Estadual de Dança Maria Olenewa - 29 anos com Maria Luisa Noronha ☆




Trata-se de um resgate da memória e história da dança no Brasil.  Com organização de Dalal Achcar o livro é uma homenagem ao trabalho desenvolvido por Maria Luisa Noronha e  apresenta uma série de  depoimentos  de pessoas que fizeram parte e marcaram a vida da nossa querida ex diretora.



O primeiro  depoimento  é de nossa ex diretora contando um pouco de sua história e experiência na EEDMO durante esses 29 anos e destacando o incentivo que Dalal Achcar deu para assumir a direção da EEDMO. Além disso, ela apresenta algumas conquistas durante o período como diretora, tais como a reconstrução e reorganização da Biblioteca Madeleine Rosay e alguns formandos que ela ajudou para o desenvolvimento da carreira.
A seguir, podemos ler depoimentos de diversos profissionais como: Jacy França, Luciana Bogdanich, Beth Oliosi, Edy Diegues, Clélia Serraano, Paula Albuquerque, Vassily Sullich, Cristina Cabral Enamar Ramos entre outros. Segundo Dalal Achcar “ este pequeno livro guardará a memória para futuras gerações da História da EEDMO”.
A festa de lançamento do livro aconteceu na sede do Ballet Dalal Achcar no dia 10 de dezembro e contou com a presença de figuras marcantes da dança.








- Maria Fernanda Antunes (Formanda 2017)

domingo, 20 de agosto de 2017

Tradição, um elo além do tempo

Tradição, substantivo feminino que tem como significação o ato ou efeito de transmitir ou entregar; transferência. Contextualizando esse conceito à história da EEDMO percebemos então a expansividade e o valor que este termo possui. Como cita o poeta português António Sardinha em uma de suas obras, a tradição não é apenas o passado, mas antes, a "permanência no desenvolvimento, a continuidade”.

A Escola Estadual de Dança Maria Olenewa tem a tradição como a base do tripé sobre o qual se assenta sua filosofia de ensino. A arte do movimento, uma das bases de formação do homem, encontra aqui um método que supera a lógica puramente mecânica de aprendizado, para alcançar a emoção, a expressividade, a significação da dança atrelada ao sentimento de pertencimento e gratidão por ser parte disso.

Pisar diariamente naquele espaço é estabelecer uma comunicação com o passado, que se faz presente contando sua história. História essa que se desenrola dentro de cada sala, ao longo de cada aula. Salas essas repletas de quadros que nos conectam aos nossos sonhos através de uma viagem no tempo, quase que mágica, por meio da homenagem àqueles que hoje são nossas referências. E essa conectividade se exprime a todo momento em cada estrutura física que compõe o prédio no qual se situa nossa escola.

Eliana Caminada como Prelúdio em Les Sylphides

A barra que seguramos hoje é, simbolicamente, a mesma que foi tocada por grandes ícones do ballet clássico nacional como Bertha Rosanova, Tamara Capeller, Márcia Faggioni, Nora Esteves, Eliana Caminada, Eleonora Oliosi, Claudia Mota, Roberta Marquez... todas formadas pela EEDMO. Algumas das autoras dessa história que hoje é escrita por nós.

A sapatilha, que riscou o chão escrevendo no linóleo uma trajetória, não puramente técnica oriunda da execução dos passos, mas poética e atemporal, que vem personificando a tradição que permeia, se funde e transcende a história. A mesma sapatilha que hoje é calçada por cada aluna e assim como no ontem perpetua para além do hoje esse legado, essa poesia silenciosa, como dizia Simonide, que é a dança.

Márcia Faggioni como Mazurka em Les Sylphides

No adágio de cada dia, ao som de um belíssimo noturno de Chopin, o mesmo que compõe Les Sylphide, fantasia de evocação romântica concebida por Fokine que possui uma relação tão intima e simbolicamente valiosa para história da EEDMO. Foi o primeiro ballet a ser encenado pela antiga Escola de Bailados em 1927 e fez parte também da primeira temporada de bailados em 1937 da companhia profissional, sendo este o Corpo de Baile oficial do TMRJ, constituído pelos bailarinos formados pela Escola. Neste ano de 2017, 90 anos depois, a mesma obra foi encenada pela Escola de Dança, numa atmosfera nostálgica e etérea, onde a experiência permanece irredutível a uma descrição.

Apresentação de Les Sylphides pelos alunos da EEDMO no aniversário de 108 anos do TMRJ

O caráter de continuidade é característica inerente a toda história da EEDMO. Essa tradição nos permite apreender que o futuro é o passado que permanente e infindavelmente se constrói. E essa integração, até mesmo paradoxal à nossa racionalidade, é que permite a formação não apenas de bailarinos, mas de artistas. Pois como afirma Nietzsche: “a dança é a única arte em que o próprio artista se torna obra de arte”.

Elenco de Les Sylphides 2017 junto aos professores e ensaiadores: Márcia Faggioni, Teresa Augusta e Paulo Rodrigues, sob direção de Hélio Bejani.


Clara Judithe - 2° Técnico

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Uma Experiência Inesquecível - Alunos da EEDMO participam da ópera-ballet “La Tragédie de Carmen” no TMRJ

“La Tragédie de Carmen”

No ultimo dia 9 de agosto a ópera-ballet “La Tragédie de Carmen” fez sua estreia profissional brasileira no Theatro Municipal do Rio de Janeiro numa versão inédita da célebre ópera “Carmen”, de Bizet.

“La Tragédie de Carmen ” é uma adaptação feita pelo diretor inglês Peter Brook e pelo compositor Marius Constant. A ideia foi reunir em 90 minutos o principal enredo, focando a trama no conflito repleto de paixão, ciúme e sangue dos quatro principais personagens: a cigana Carmen, D. José, o toureiro Escamillo e Micaela.

A ópera-ballet conta com a Orquestra Sinfônica do TMRJ (regida por Priscila Bomfim e Jésus Figueiredo) acompanhando os 4 cantores principais (em 3 elencos) e bailarinos do Corpo de baile do TMRJ. Nessa temporada temos ainda a participação mais que especial de alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, coreografados por Marcelo Misailidis.


 ( Alunos da EEDMO )

Eu, como aluna da EEDMO, participo pela primeira vez de uma temporada no TMRJ. Me sinto extremamente honrada em fazer parte dessa escola, que é a única capaz de me proporcionar essas grandes oportunidades para me aprimorar como artista, tendo convívio com a companhia do TMRJ. Estou podendo aprender coisas novas, me divertir ao criar novos personagens em cena e acima de tudo, tendo o privilégio de estar no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado de grandes bailarinos, me sentindo em casa e realizada ao fazer o que amo.

( Júlia Xavier - 2° Técnico )

Espero que essa seja a primeira de muitas temporadas das quais poderei participar como aluna, mas além disso, participar também durante a minha futura carreira. Desejo que todos da EEDMO possam viver essa experiência engrandecedora e aproveitem as grandes oportunidades que ela nos proporciona.

Texto - (Júlia Xavier / 2° Técnico) 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mais uma estrela brilha no céu 🌟 A EEDMO se despede de Lydia Costallat




É com um imenso pesar que comunicamos o falecimento da nossa ex-diretora Lydia Costallat.
Neste momento nos unimos aos milhares de artistas ex-alunos para agradecer e prestar nossa homenagem àquela que foi de fundamental importância para nossa Escola. Lydia, além de professora, foi diretora da EEDMO por 16 anos. Foi a partir de sua tenacidade e poder de resistência que a escola sobreviveu quando fomos obrigados a sair do Theatro Municipal e não tínhamos para onde ir. Sua história está imortalizada em diversos textos e programas, mas, principalmente, nos corações e nas práticas de muitos de seus ex-alunos e profissionais que tiveram o prazer de trabalhar com você.

        Tia Lydia, nossos sinceros agradecimentos. Desejamos que dance bastante no céu iluminando nossos alunos e torcendo pela dança em nosso país como sempre fez em vida.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Marcia Faggioni e "Les Sylphides"


Após duas excelentes apresentações de comemoração do aniversário da EEDMO seguida do aniversário do Theatro Municipal em que a Escola teve prazer de participar, o Tour teve uma pequena conversa com Marcia Faggioni, ex-solista do Corpo de Baile do Theatro Municipal, professora dos anos técnicos da Escola e remontadora de Les Sylphides. Segue a entrevista.


   TOUR: Como ex-aluna da Escola após ter feito carreira dentro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, qual a sensação de retornar como professora? E quais foram seus principais e mais marcantes mestres, que talvez sejam sua inspiração?

Marcia Faggioni: Foi uma satisfação muito grande voltar à Escola como professora. Sempre quis passar para os jovens alunos o que aprendi ao longo desses quarenta anos no Corpo de Baile. Este é o ciclo do bailarino: aprender, ter experiência, continuar aprendendo e repassar seus ensinamentos, para a completa realização profissional.
Tive ótimos professores na Escola, entre eles, Eric Waldo, Eliana Caminada, Cecilia Wainstok e Lurdes Bastos. Tatiana Leskova e Eugenia Feodorova marcaram muito a minha carreira, pois além de aprender, trabalhar e conviver com elas, as duas acompanharam minha carreira de perto dando conselhos e estímulos e, até hoje, me lembro de frases ditas por elas que uso durante as aulas.



Marcia em Aurora de Coppelia
 
TOUR: Como foi a experiência de solista da Companhia durante anos, depois virar ensaiadora e assistente de Tatiana Leskova nas montagens de Les Sylphides para o Corpo de baile?

R: Os dois trabalhos, tanto como solista quanto como assistente, precisam de muita dedicação. O solista precisa manter técnica, físico, comportamento e incentivo próprios e o ensaiador tem que estar atento a tudo isso em todos os alunos.
Ser assistente de D. Tania em Les Sylphides foi um presente. Ela tem muita vitalidade e isso contagia todos que estão por perto. É bem-humorada, detalhista, perfeccionista e não deixa nenhum detalhe passar em branco sem corrigir.
Marcia como Valsa em Les Sylphides

TOUR: Após remontar a suíte do ballet “Coppélia” para a apresentação de final de ano e novamente no aniversário de 90 anos da Escola, agora remontando Les Sylphides, como essa experiência pode ser explicada e descrita? Quais os desafios e principais funções de um remontador?

R: Coppélia foi uma remontagem conjunta com outros professores da Escola, bem dinâmica e mais rápida que Les Sylphides. É um ballet que já dancei praticamente todos os papéis e eles estão muito vivos na minha memória, principalmente, as variações de Aurora e Prece, que foram lindamente dançadas pelas alunas.
Les Sylphides foi uma remontagem mais detalhada com um estilo diferente do que os alunos estavam acostumados, mas eles se saíram muito bem. O ensaiador que remonta o ballet, além de conhecer a fundo a coreografia e ser fiel ao seu estilo, precisa saber tirar de um solista ou um principal o que às vezes nem o próprio bailarino acha que pode fazer.

Novamente Aurora de Coppelia

TOUR: Como foi a transição do TMRJ para a Escola? E quais suas expectativas como professora da Escola?
R: Fui muito bem recebida por todos. Primeiro por Maria Luisa Noronha, que conheço desde os tempos da ABRJ, e depois por Helio Bejani, colega do Corpo de baile.
Os alunos têm um grande desejo de aprender, absorvem cada explicação com muita atenção e disciplina e esse já é um grande passo para alcançarem seus objetivos, que são trabalhar para conseguir uma carreira dentro ou fora do Brasil.
Marcia como Mazurka de Les Sylphides

O Tour, com orgulho, parabeniza todos os alunos e professores pelas apresentações cheias de amor e arte.



Tabata Salles – 2º técnico