quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Mayumi Enokibara

Mayumi Enokibara 


Mayumi Enokibara sempre foi vista como uma menina muito doce e frágil, apesar de seu prodigioso talento, já evidente desde muito cedo. Participativa, dedicada, responsável, concentrada, são algumas das qualidades que até hoje os professores atribuem a Mayumi.

Ingressou na EEDMO em 2004, com oito anos no nível preliminar (desde 2002 já fazia curso livre com a Professora Rosinha). Durante sua trajetória na EEDMO participou de muitos eventos que caracterizam a vida de uma aluna da Escola de Dança como : ser formandinha ou participar das montagens de O Quebra Nozes (TMRJ). Em 2011 realizou audição para o curso de verão do Miami City Ballet School e recebeu bolsa integral. Durante o curso foi convidada para permanecer como aluna da escola e lá ficou por dois anos. 

Mayumi Enokibara

“Não pensei que ela fosse conseguir ficar. Ela era tão jovem e tão delicada, não pensei que fosse adquirir essa independência tão cedo. Foi uma grata surpresa!“ - Diz Tia Albina (secretária da EEDMO)  


Todas as suas avaliações, na Miami City Ballet School, eram enviadas para a EEDMO e assim em 2013, com dezesseis anos, formou-se na EEDMO e no Miami City Ballet School. Após sua formatura foi convidada para ser aprendiz da companhia (Miami City Ballet) e lá estagiou por 2 anos. Em 2015, com 18 anos ingressou de fato para o corpo de baile do Miami City Ballet. 

Hoje, nossa escola vem prestar essa pequena homenagem a Mayumi, nossa ex-aluna tão talentosa, e ao mesmo tempo reviver um pouco de sua trajetória a fim de incentivar os atuais alunos EEDMO, para que eles possam perceber que a carreira de bailarino, apesar de todas as dificuldades, é possível desde que se tenha força de vontade.

Mayumi Enokibara

Segue a Entrevista:

Tour: Você é uma aluna que esteve na EEDMO desde o preliminar, foi “formandinha”, participou das produções de O Quebra Nozes junto à escola, inclusive dançou no papel de Clara, ou seja, participou de todas as etapas que uma aluna poderia participar. Qual foi a importância de vivenciar todas essas etapas para você?

Mayumi: Para mim toda a experiência e as oportunidades que tive me proporcionaram desenvolver a técnica do ballet e isso me levou receber por mérito bolsa de estudos no Miami City Ballet



Tour: Quais os principais professores que você teve na EEDMO e qual a importância deles na sua carreira?

Mayumi: Na EEDMO tive grandes mestres: Professoras Rosinha Pultini, Paula Albuquerque, Amanda Peçanha, Elizabeth Alexandre, Teresa Augusta, Piotri Rusanov, Maria Vakruscheva, Beth Oliosi, Professor Paulo Melgaço e Ângelo Santana. Cada um contribuiu com ensinamentos que levo até hoje na minha carreira.



Tour: Como foram suas primeiras experiências no Miami City Ballet School?

Mayumi: As minhas primeiras experiências no Miami City Ballet School foram maravilhosas, o acolhimento da escola foi fundamental para a minha permanência lá, pois estava longe da minha família e dos amigos. A língua falada e os costumes eram diferentes. Não demorou muito já estava me sentindo em casa.

Mayumi Enokibara no programa da Miami City Ballet.


Tour: Como se deu seu ingresso na Cia que recentemente lhe rendeu um contrato?


Mayumi: Ao ingressar na escola do MCB percebi que poderia ser ali o meu futuro. Ao ser convidada para atuar como aprendiz da escola, tive a oportunidade de dançar com a companhia e perceber que já estava quase lá, com trabalho árduo e muita dedicação meu sonho foi concretizado.



Tour: Recentemente, você junto com mais alguns alunos da Miami City Ballet School participaram de um documentário da Teen Vogue sobre o dia a dia dos alunos e suas perspectivas. Conte-nos um pouco mais sobre essa experiência.


Mayumi: Foi incrível, uma experiência ímpar, a produção foi extraordinária. Proporcionou-nos momentos que ficarão na minha memória para sempre. Foi muito importante divulgar a importância dos degraus e desafios que um bailarino passa para ingressar numa companhia. Os vídeos estão disponíveis no site :

Não deixem de assistir!!!


Mayumi na TEEN VOGUE.

Tour: Quais suas expectativas para essa nova fase da sua carreira?

Mayumi:
Espero nessa nova fase continuar mostrando para o mundo inteiro o amor que eu sinto pela dança a cada temporada que eu dançar.

Tour: Qual conselho daria para nós, alunos, que almejamos ingressar numa boa Cia de dança?

Mayumi: Que vocês nunca desistam dos seus sonhos e continuem lutando. Quando realmente queremos uma coisa, nós conseguimos. É preciso ter muita perseverança, dedicação e humildade.

Tour: Qual a principal diferença do ballet americano para o ballet brasileiro?

Mayumi: A diferença principal são as oportunidades, em cada ano dançamos 5 temporadas em 4 teatros diferentes. Também posso destacar a técnica balanchine que é muito empregada nos estados unidos.

Tour: Você acredita que o ballet brasileiro carece de alguma coisa para que possa um dia ser referência mundial? O que? Na sua opinião, de que maneira poderíamos solucionar essas carências do ballet brasileiro?

Mayumi: O ballet brasileiro necessita de um impulso para que nós brasileiros possamos mostrar a nossa arte aqui também. O investimento na cultura precisa ser prioridade, o apoio de grandes empresas através de patrocínios, doações e o apoio do governo são fundamentais para ajudar nossos talentos levantarem voo. Tive a oportunidade de ser patrocinada por Toby Lerner Ansin e assim seguir a minha carreira como bailarina .






Mayumi Enokibara e Luís Fernando no pas de deux de repertório A Bela Adormecida.

Fica claro que nossa ex-aluna cresceu na direção certa, e isso nos trás uma imensa satisfação. A prioridade de nossa escola sempre será formar cidadãos conscientes e profissionais dedicados e responsáveis. Mayumi, mesmo fora do país, leva essa marca e representa uma parte de nós.

O exemplo de quem teve a bravura de “fazer dar certo”, para todos os atuais alunos da escola é de vital importância para alimentar nossas esperanças e fortalecer nosso desejo de vencer. Somos todos capazes de chegar onde queremos desde que estejamos dispostos a empenhar toda a força e dedicação necessária para concretização da tarefa idealizada. 
 
Agradecemos a Mayumi e desejamos muita sorte em sua carreira e aproveitamos para dizer que sua dança e sua maneira de trabalhar nos encantam sobremaneira.
 
Muito Obrigado!
 
Luan Limoeiro

domingo, 6 de setembro de 2015

Grupo Corpo 40 anos: uma conversa entre amigos

Grupo Corpo 40 anos: uma conversa entre amigos


    Ao celebrar 40 anos, o Grupo Corpo decidiu visitar o passado e mirar no futuro. O presente, portanto, é uma obra inspirada das lembranças do coreógrafo e cofundador Rodrigo Pederneiras “Dança Sinfônica” e outra que aponta novos rumos para a companhia, “Suíte Branca” que marca a estreia de Cássia Abranches como coreógrafa.
    Integrando a companhia temos bailarinos formados pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (EEDMO), Bianca Victal formada em 2012 e integrante do Corpo há dois anos, Grey Araújo formado em 2007, integrante do Corpo há oito anos e Mariana do Rosário que frequentou a EEDMO até o segundo ano Técnico, e faz parte da companhia há dez anos. Estes que inspiram os alunos da escola mostrando-nos as várias possibilidades dentro da nossa carreira, além de nos mostrar o amor que transmitem com a sua arte.

Grey Araújo, Bianca Victal e Mariana do Rosário.

Segue a Entrevista: 



Como a EEDMO influenciou as suas carreiras como bailarinos?
A escola foi fundamental com relação à disciplina, horários para a vida não apenas profissional, é a construção do indivíduo que favorece. “Acredito ser a melhor escola do Brasil, pois forma bailarinos qualificados.” (Mariana do Rosário)



Como foi a passagem do clássico para o contemporâneo?
(Mariana) Foi transferida para a escola do Guaíra, e após um tempo fez audição para a companhia. Foi difícil aprender a lidar uma nova maneira que seria o contemporâneo, mas após um tempo aprende-se.

(Bianca) Após formar-se na escola buscava estar em uma companhia clássica, mudou-se para Belo Horizonte, em que o ambiente é mais contemporâneo, e foi aprendendo a gostar deste novo modo de dançar que não era seu habitual. Fez audição para o Corpo.

(Grey) Assistiu o Grupo corpo no Theatro Municipal, e encantou-se com o trabalho desejando ser este o seu futuro. Através de um amigo conseguiu fazer audição para a companhia e estabelecer-se. “Estar em uma companhia contemporânea era algo novo para mim, em que eu buscava aprender.“



Como ocorre o cotidiano dentro da companhia?
(Mariana) O Grupo Corpo, apesar de ser uma companhia contemporânea é necessário ter uma base clássica.
(Grey) A movimentação do Rodrigo Pederneiras é própria, em que se aprende trabalhando com ele dentro do cotidiano do Grupo Corpo.

 “A forma de contar a música, acrescentando vários contratempos dentro de um oitavo, sendo algo diferente e prazeroso de aprender e trabalhar. Nossa carga horária é de seis horas por dia, com aulas de ballet clássico e ensaios da coreografia." (Bianca)

Grupo Corpo coreografia "Dança Sinfônica" de Rodrigo Pederneiras. 


Como ocorre a criação dos ballets dentro do Grupo Corpo?
(Mariana) De dois em dois anos há uma criação, mas este ano, temos duas devido aos 40 anos do Grupo Corpo.



Quais seriam as maiores dificuldades e o aprendizado de vocês sendo bailarinos do Grupo Corpo?
"Possui uma infraestrutura maravilhosa, além de serem respeitados como bailarinos e como seres humanos. Dentro da companhia você não é apenas mais um, há um enorme respeito entre direção e bailarinos.” (Grey)
“Estar sempre em cena, nos traz uma segurança.” (Mariana)



Como foram as dificuldades, por estar em uma nova cidade com propostas de trabalhos diferentes ao habitual da escola de dança?
(Bianca) É um processo de adaptação longo e difícil, sair do Rio de Janeiro tão nova com 18 anos, e morar sozinha em uma outra cidade me proporcionou maturidade. Eu tive o meu tempo para adaptação ao contemporâneo, pois inicialmente eu fui para uma companhia que trabalhava com o clássico e o contemporâneo, então fui me adequando.



Qual seria a mensagem que vocês dariam para os alunos da EEDMO?
“Trabalhem muito, pois é assim que vocês conquistarão os seus objetivos.” (Mariana) 
“Não é impossível viver de um sonho, basta buscar os seus objetivos.” (Grey)


Grupo Corpo coreografia "Suite Branca" de Cássia Abranches.

Grupo Corpo 40 anos "Dança Sinfônica de Rodrigo Pederneiras.

Renner Moraes, Felipe Viana, Paula Caldas, Carla de Paula e Tabata Salles no espetáculo de 40Anos do Grupo Corpo.


Carla de Paula e Tabata Salles.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Manoela Gonçalves

Manoela Gonçalves


Manoela Gonçalves é um nome, sempre muito lembrado dentro da EEDMO. Aluna talentosíssima, que muito nova desbravou o mundo e foi viver a sua arte sem medo de ser feliz. Formada em 2008, carrega a marca da escola onde quer que vá, buscando sempre novos conhecimentos e novas maneiras de explorar seu potencial.

Mesmo em turnê, concedeu-nos uma entrevista muito interessante sobre sua trajetória na dança, contando um pouco de suas experiências e dando seus valiosos conselhos. Manoela foi a luta e fez dar certo, hoje, diz que não possui medo nenhum de mudar de uma hora para outra, pois põe como única regra da vida: “SER FELIZ!”

Manoela Gonçalves

Segue nossa entrevista:



Tour: Como foram seus anos na EEDMO? Sua turma foi uma das que mais tiveram aulas com a professora Jacy, de que forma esta mestra contribuiu para sua formação?

Manoela Gonçalves: Todos os professores da escola foram importantes para a minha formação. A que mais esteve presente foi a professora Jacy, que nos acompanhou pelos nossos últimos anos de escola até a formatura em 2008. Pessoalmente, foi essencial para mim, pois com ela desenvolvi um trabalho de ponta único.
A Jacy é uma ótima professora e uma pessoa muito querida, sempre que tenho tempo volto nas férias para fazer uma aulinha.

Tour: Como foi sair do Brasil tão nova? Quais as principais dificuldades que encontrou fora do país e de que forma sua preparação como bailarina na Escola de Dança te ajudou a superar essas dificuldades?

M. G: Sair do Brasil ainda menor de idade foi ao mesmo tempo uma experiência assustadora e empolgante. A parte do susto melhorou logo após a primeira semana e a empolgação cresce até hoje. Tem muita gente que não consegue mudar, sente muita saudade de casa ou não consegue se adaptar, eu acredito que isso depende muito do perfil de cada um. Eu amo viajar, amo desafios e adoro o frio na barriga antes de qualquer mudança. A saudade existe, é lógico, e o meu coração está em vários lugares ao mesmo tempo, por exemplo: quando estou no Brasil de férias sinto falta de coisas da Alemanha, ou de antigos amigos de Londres... Acho que é uma coisa muito pessoal e não é fácil para todos, mas eu amo! Muitas meninas um ou dois anos mais velhas que eu na EEDMO, já haviam se mudado para escolas ou companhias no exterior e acredito que isso pode ter me ajudado a perceber que sair do país não seria nenhum “bicho de sete cabeças”.

Manoela Gonçalves na capa do livro de 85 anos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa.



Tour: como foi sua trajetória até chegar na cia que você se encontra?

M. G: Eu viajei para o exterior pela primeira vez para um festival em Nova York, o YAGP. Foi tudo muito novo e eu não estava preparada, mas tirei coisas positivas dessa experiência. Meses depois eu fiz o Summer em San Francisco, e claro, aconteceu aquele choque cultural, além de ter sido a primeira vez que eu fiquei sozinha por um longo período. Eu tive a sorte de receber uma bolsa para o English National Ballet School e me formei no segundo ano da escola. Em Londres aprendi muitas coisas e me apaixonei loucamente pela Europa além, de ficar viciada em viajar. O plano era voltar pro Brasil depois de formada e entrar na faculdade, me formar e parar com a dança. É claro que não consegui. Fiz audições por lá e trabalhei por alguns meses em Dortmund, na Alemanha. A companhia tinha um repertório bem legal, mas eu não gostava da cidade e não estava tão feliz por lá.
Logo no meu segundo mês trabalhando, Christian Spuck que seria o novo diretor da companhia de Zürich na Suíça, foi montar um de seus ballets com a gente e acabou me oferecendo um trabalho para a sua primeira temporada como diretor. Eu aceitei na hora e assim que terminou meu contrato em Dortmund, me mudei para a Suíça. Fiquei dois anos na companhia e ano passado fiz uma audição para Munich, onde trabalho atualmente.



Tour: Poderia nos contar um pouco mais de sua carreira, os ballet mais importantes que dançou, os profissionais com quem trabalhou, os lugares onde dançou, os momentos importantes que viveu...

M. G: Essa é a maior companhia que já trabalhei, e dançar com personalidades como Lucia Lacarra ou Polina Semionova, ainda é estranho as vezes, mas bastante gratificante.
Eu tive a sorte de dançar ballets e papéis incríveis logo no meu primeiro ano, mas pretendo focar a minha carreira para um lado não tão clássico no futuro. Ano que vem, a companhia irá dançar Pina Bausch, e eu estou extasiada com essa oportunidade. Só por ter tido a chance de conhecer e trabalhar com uma variedade de bailarinos já vale muito apena. Ter dançado Jiří Kylián, Stephan Toss, e Balanchine foram sonhos realizados além, de fazer parte do processo criativo com o Christian Spuck e recentemente em Munique criações que eu amo do Richard Siegal que mistura Forsythe, com hip-hop, capoeira e música eletrônica. Sem falar de muitos clássicos que dancei, mas confesso que não são os meus favoritos. Trabalhar com diferentes estilos, coreógrafos, diretores e mestres de ballet abre muito a nossa mente como artista. São novas, melhores e inovadoras formas de movimento.

Ao lado de Manoela esta Sophia também formada pela EEDMO,  e que trabalha na Alemanha.



Tour: Quais seus planos para o futuro?

M. G: Eu odeio a ideia de não ousar ou não poder mudar de ideia em cima da hora. Eu estou bem focada na minha carreira hoje, mas tenho planos fora do ballet relacionados a artes, mas não necessariamente ligados à dança... Quem sabe?
Tenho a sorte de fazer o que me faz feliz e, enquanto isso funcionar e for gratificante, eu foco nisso.

Tour: Morando na Europa, viajando muito e estando atenta ao mercado de trabalho da dança, quais as principais diferenças em comparação com o Brasil? Você acredita que para os brasileiros, buscar uma oportunidade de trabalho fora do país ainda é a melhor opção?

M.G: Eu saí do Brasil muito cedo então não posso fazer comparações profundas já que nunca trabalhei aí, e não gostaria de generalizar. Existem companhias pequenas, grandes, contemporâneas, clássicas, mistas e que viajam pouco ou muito. Uma diferença pode ser que fora do Brasil, normalmente, as companhias tem um leque maior de repertório e um número maior de espetáculos e dependendo do país, a segurança financeira é bem maior.
De novo, acho difícil comparar... Acho que existem muitos talentos brasileiros dentro, e principalmente, fora do Brasil (em toda grande ou pequena companhia pelo mundo você encontra um brasileiro). A escolha de sair ou não do país é muito pessoal e envolve muitos fatores.
Pra quem pensa em ir pra fora, meu conselho é: Vá! Existe um mundão lindo e cheio de gente querendo ver a sua arte e conhecer o seu trabalho. Você vai trabalhar muito e vai ter uma competição absurda, mas ouvir um “NÃO” uma vez ou outra, não mata ninguém (dentro ou fora do Brasil).

Tour: Qual conselho que você daria para os jovens que estão ingressando agora no mercado de trabalho da dança como bailarinos?

M. G: A dança é uma carreira curta, difícil e bem intensa, mas pode te levar a lugares maravilhosos e abrir os seus olhos para um mundo novo, cheio de arte, pessoas diferentes e culturas diferentes. A dança me levou a ver e fazer coisas que eu não faria e isso tudo me modificou intensamente como pessoa e artista. A chave é tirar tudo de positivo das oportunidades e escrever a sua história. Não se espelhar na arte de ninguém, se esquecendo da sua. Fazer o que te deixa feliz sem regras, essa é a única regra. Isso vale como conselho?
Lembrar de, nunca deixar de se alongar, mesmo e principalmente depois de velha!

Haha! Vou sofrer mês que vem, Luan!!!



        Manoela sem perceber, prestou-nos um imenso favor, com seu exemplo e seus conselhos. Temos a certeza que com essas informações e com as esperanças renovadas que estamos depois de ler essa entrevista, poderemos traçar roteiros mais seguros para nossas carreiras. A regra é: SER FELIZ!



Luan Limoeiro