domingo, 31 de maio de 2015

Nossos Mestres


Nossos Mestres
À Mestra das pontas, com carinho
Jacy França Jambay leciona na Escola Estadual de Danças Maria Olenewa há trinta e três anos e seu trabalho de pontas é conhecido por sua eficácia e resultados excelentes. Ainda na ocasião das comemorações dos dez anos do Tour en L´air, a equipe decidiu homenagear esta célebre professora realizando uma matéria com uma entrevista saída do forno!
 

(da esquerda para direita), professoras Jacy Jambay e Luciana Bogdanich  

Como foi sua carreira de bailarina? Como ela se iniciou?
Minha carreira se iniciou no Ballet do Rio de Janeiro, da Dalal, quando já havia me formado na EEDMO. Com essa companhia realizei uma tournée com a Margot Fonteyn durante quatro meses. Depois disso, retornei ao Corpo de Baile do Theatro Municipal, onde estagiava antes de viajar. Em 65, pedi licença no Theatro e fui para a Companhia de Ballet Nacional da Venezuela, onde permaneci por dois anos. Dancei também no Teatro Guaíra e, finalmente, retornei ao Corpo de Baile do TMRJ, lá ficando por 22 anos.
 
Professora Jacy, e seu marido, também professor, Ceme Jambay
 
O que a levou a ser professora? Como isso se deu?
Na verdade, eu não queria ser professora. Quando sai do Corpo de Baile a Dona Consuelo insistiu que eu fosse lecionar na EEDMO. Demorei dois meses para decidir, porque eu, na verdade, não queria. No final, acabei aceitando a proposta e estou há 33 anos na Escola.
Fale um pouco sobre o seu trabalho de pontas. Como o desenvolveu e qual o seu objetivo?
Eu desenvolvi esse trabalho adaptando exercícios que o professor Ceme Jambay, meu marido, aplicava na meia ponta para a sapatilha de ponta. Dei início a minha pesquisa utilizando como “cobaias” as alunas do Studio Terezinha Goulart, onde também dava aulas. Comecei a observar um excelente resultado desse trabalho que tem como objetivo o fortalecimento do tornozelo e trabalho dos pés. Comecei a aplicar esses exercícios na EEDMO também. Eu dava aulas de meia ponta e ponta uma vez por semana e só depois passei a trabalhar somente com aulas de ponta.  Os dois anos que passei nos Estados Unidos também contribuíram, para o desenvolvimento desses exercícios que visam pés fortes e trabalhados. Eu acho que o resultado é bom, e vejo que minhas alunas também ficam satisfeitas.
 
Foto extraída do documentário “Jacy França Jambay – Um Trabalho de Ponta”
 
Fale da sua relação com a Escola Estadual de Danças Maria Olenewa
Minha relação é de gratidão, amor e amizade, pois essa Escola me deu a vontade que eu não tinha de lecionar. O desenvolvimento das alunas e o apoio da coordenação me satisfazem, aumentando ainda mais a minha vontade de contribuir na Escola.
Quais as diferenças entre EEDMO de hoje e a na qual você se formou, sem 59?
Não tive contato suficiente com a Escola para poder realizar uma comparação, pois só fiquei um ano nela. Na época eram 7 anos de curso e podia-se entrar no último ano. Fiz a prova, passei e entrei  no último ano, me formando em seguido. O que me lembro é que tínhamos uma carência de professores que hoje não existe. Muitas vezes tínhamos aulas com bailarinos do Corpo de Baile que possuíam algum tempo livre. Hoje há um grande número de professores, o que garante um melhor aprimoramento da técnica dos alunos.
Poderia deixar uma mensagem para os que querem seguir carreira no balé clássico?
Hoje, percebo que, em geral, os alunos não se dedicam ao ballet como se dedicavam os de antigamente. Ao entrar na Escola deve-se dar o melhor possível de si a cada aula, entregando-se de corpo e alma. A Escola oferece tudo, mas o aluno deve fazer bem feito. A dedicação deve ser total, mesmo que não queira ser bailarino. O aluno da EEDMO deve respeitar os professores e entregar-se ao trabalho diário. Deve-se amar aquilo que fazemos, mas para se tornar um bom bailarino é necessário não somente amar o ballet, e sim apaixonar-se por ele.
 
Giulia Rossi
 
 


quinta-feira, 28 de maio de 2015

NOSSOS MESTRES

Nossos Mestres


Inaugurando esta seção Tour En L'Air entrevista LUCIANA Bogdanich


“Fico muito emocionada ao ver minhas alunas bem sucedidas em suas carreiras como bailarinas, pois elas trabalharam muito e tem por merecer esse reconhecimento”.

Nossa mestra Luciana Bogdanich

“Os meus primeiros passos de ballet eu aprendi com a Luciana”. (Ana Botafogo)

Falar da Luciana é lembrar dos passos daquela que nos orgulha, como uma grande professora que contribuiu para a formação  da primeira bailarina mais famosa do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Nascida no Egito, Luciana Bogdanish começou a sua carreira com 14 anos, ainda na sua terra natal, na qual fazia aulas de ballet duas vezes na semana. Mudou-se em 1957, para o Brasil “país do futuro” devido a guerra. No Brasil esta jovem sonhadora, já havia tido notícias da Escola do Teatro Municipal ainda no seu país, mas para poder preparar-se para a entrada na Escola de Danças do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, hoje (Escola Estadual de Dança Maria Olenewa)  ela procurou a Academia de Tatiana Leskova,  com a qual teria tido aulas.
 Na Escola de Dança teve aula com grandes personalidades como Davi  Dupré,  Marília Gremo, Berta Rosanova, Dennis Gray. Consuelo Rios, foi preponderante no aprendizado de Luciana, tornando–a realizada naquilo que ama ser bailarina e professora.  Cursou dois anos de Escola de Dança e logo após fez prova para  o Corpo de Baile do Teatro Municipal, ingressando em  1959. Foi efetivada em 1961, por 22 anos, como bailarina do Teatro Municipal, em que trabalhou com professores e coreógrafos, como, Hector Zaraspe, William Dollar, Tatiana Leskosva.  Entre tantas colegas, construiu uma amizade com Jacy Jambay, frequentaram a escola de dança, o corpo de baile juntas e atualmente são professoras da EEDMO.
Em 1985 Luciana recebeu um convite de Dalal Achcar para fazer parte do corpo docente da Escola de Dança (atual Escola Estadual de Dança Maria Olenewa). Trabalhou arduamente em busca do aprimoramento técnico e do auto conhecimento das possibilidades do seu corpo, atingindo a plena consciência corporal. Empenho que ajudou – a como bailarina e posteriormente como professora. Uniu esses conhecimentos e os aplicou em sua aula, marco diferencial na sua metodologia de ensino da dança clássica, proporcionando o desenvolvimento do trabalho técnico, trazendo resultados maravilhosos.
Hoje, Luciana ainda é professora da EEDMO, proporcionando para as jovens alunas, a oportunidade e o privilégio de poder frequentar as suas aulas.


Para aquelas jovens bailarinas que desejam um conselho da nossa querida e amada professora:

"O medo é inimigo da dança, a tensão é inimiga do movimento, buscar se comunicar através do corpo, tenham muito amor por aquilo que vocês fazem, dediquem-se, trabalhem com consciência."



Carla de Paula

sábado, 23 de maio de 2015

Arlete Saraiva: hoje a noite se fez mais estrelada



Arlete Saraiva: hoje a noite se fez mais estrelada 

Ontem o Ballet brasileiro e a Companhia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro perderam uma figura de extrema importância em sua história. A caminhada de Arlete Saraiva, que veio a falecer ontem (21/05/2015), se confunde com o desenvolvimento do ballet clássico no Brasil. Arlete iniciou seus estudos da dança clássica aos 7 anos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a precursora do ballet no Brasil que dá nome a nossa Escola, Maria Olenewa. Com um talento evidente, se torna integrante do Corpo de Baile do Theatro em 1946, com apenas 15 anos. E como sabemos que “o bom filho a casa torna”, em 1958, Arlete volta à Escola de Danças, só que agora como professora.


Arlete Saraiva (penúltima sentada ao braço do sofá) com professores e pianistas da escola de dança.


Mais tarde, em 1976, seguindo os passos e pioneirismo de sua primeira mestra, Maria Olenewa, Arlete funda uma das primeiras companhias de Teresópolis, a Ballet Pro-Arte. Nossa homenageada teria sido professora de quase todos os bailarinos da cidade. Também em Teresópolis, dirigiu a Escola Municipal de Dança (1999-2007) e se firmando como grande divulgadora e incentivadora da arte de movimentar-se coordenou e produziu, até sua nona edição, o Festival Nacional de Dança de Teresópolis (sendo esta última edição em 2003). Como não podia ser diferente, tendo em vista tamanha dedicação, Arlete Saraiva teve seu trabalho e competência reconhecidos por vários prêmios, dentre eles a Medalha do Mérito Artístico de Dança, outorgada pelo Conselho Brasileiro da Dança, vinculado a UNESCO, assim como, foi convidada em 2009 a participar do projeto Memória da Dança do Rio de Janeiro, organizado pela Fundação Museu da Imagem e do Som. Sempre solicita, muito sorridente e animada respondeu prontamente com muita atenção e carinho aos convites realizados pela escola de dança. Não podemos deixar de mencionar sua participação na mesa realizada no Teatro B (Theatro Municipal) em comemoração aos 75 anos de nossa escola. Suas histórias e memórias encantaram aos presentes.

Arlete Saraiva


Maria Luiza Patury










segunda-feira, 18 de maio de 2015

De cara nova e mesma essência

De cara nova e mesma essência 

O Boletim informativo da Escola de Dança a partir desse ano retoma suas atividades com o mesmo espírito de sempre, mas com uma cara nova! As matérias e atividades vão se tornar mais sistemáticas e teremos uma equipe fixa formada por alunos da Escola para pensar, planejar e dar fôlego a essa nova fase que esperamos seja mais agitada possível.

Para mostrar um pouco disso para todos vocês, os integrantes desse grupo deram seu depoimento sobre o que esperam do novo boletim e sobre o orgulho de poder estar completamente envolvido num projeto tão importante.

Carla, 2º técnico: “Minha expectativa é que o boletim aborde a bela tradição do ballet clássico e da Escola de Dança, sem abandonar ideias e reflexões importantes para a formação de um bailarino, além de estar sintonizado aos novos tempos, atraindo interesse em geral”.



Felipe, 3º médio: “Minha expectativa é que nosso boletim informativo divulgue a dança, não só em nosso país, mas no mundo. Que ele mostre que nossa amada Escola (Eedmo) não forma apenas bailarinos e sim pessoas dedicadas, preocupadas com os assuntos que envolvem a dança. Que possamos fazer com que nossos alunos tenham orgulho, amor e que também mais pra frente possam fazer parte desta equipe que, com certeza, fará a diferença”.



Giulia, 1º técnico: “Minha expectativa é que o boletim informe e envolva os alunos com a história e o cotidiano da Escola, criando uma identidade e um orgulho de pertencer a ela”.







Hanna Victória, 1º técnico: “A minha expectativa é que as matérias possam atrair todos, tanto mães quanto alunas (os) e consiga mostrar o cotidiano da Escola”. 











Ique Hillesheim, 2º básico: “A minha expectativa é de que o novo Tour em L´air traga uma maior comunicação com os alunos e alunas do ballet clássico, fortalecendo uma identificação”.








Lavínia, 1º técnico: “A nova interface do boletim não irá trazer somente a ligação dos alunos, mas também de todos que participam do cotidiano da Escola. Falar de ballet clássico é interativo e traz formação cultural, tradicional e histórica ligando-se a vários temas da atualidade. Assim, o boletim, além de informar, irá aumentar ainda mais o orgulho de pertencer a essa Escola tão prestigiada”.




Luan, 2º técnico: “Espero que possamos criar em nossos alunos um orgulho de fazerem parte da Eedmo, assim como mostrá-los a nossa história, o caminho percorrido pelos que nos antecederam e que devemos muito a eles. Desejo que nosso blog cumpra, em plenitude, seu objetivo de informar e divulgar a dança e os assuntos que se associam à ela. Estou muito feliz e farto de determinação!”.




Maria Fernanda, 1º técnico: “Minha expectativa é que todos os alunos tenham orgulho de vestir a blusa da escola, que sejam mais focados no ballet e que nosso blog faça com que eles sintam prazer de estar na Eedmo. É importante também que os alunos saibam que grandes bailarinos já passaram por essa escola e nós poderemos ser um deles”.





Paula, 3º médio: “Espero que o blog consiga ajudar, entreter e informar os alunos acerca do que acontece na escola e no mundo da dança, trazendo assim maior comunicação entre os alunos e a Escola”.







Para mim (Maria Luiza), que estou no 1º técnico, o Tour em L´air deve se tornar extensão dos alunos, não só mostrar seu cotidiano, suas ideias e admirações, mas também responder e informar sobre qualquer assunto que nos desperte interesse e que, de alguma forma, faça parte do mundo da dança. Espero que nosso blog cumpra a função de integrar os alunos e fazer com que estes, vestindo a camisa da escola, percebam que são a alma do símbolo que carregam, o que é uma enorme responsabilidade.







Portanto, essa nova etapa tem como principal eixo e objetivo uma construção conjunta de todos os alunos. O Tour em L´air é filho da Escola de Dança e, portanto, filho de uma geração de alunos e alunas que nos precederam e da qual somos herdeiros. Escrevendo ou não, todos que são parte da escola são partes do boletim porque dão vida e sentido a cada cantinho desse espaço que convivemos diariamente. E não somente os alunos tem essa missão de tornar vivo esse recanto da arte e do trabalho: os funcionários, os professores já se tornaram patrimônio da escola. E o que dizer das mães e responsáveis que apesar de não calçarem as sapatilhas não faltam a uma aula sequer! Do preliminar ao técnico, todos deixamos um pouco de nós nessa história. 

E é por esse motivo que acreditamos que o Tour em L´air não pode ser um boletim que simplesmente se reporta aos alunos, mas sim, um espaço de fala destes, ou seja, de nós. É um espaço de construção de nossa identidade e não podemos ser passivos em nossa própria construção! O Tour em L´air é uma forma de espelho onde podemos nos perceber e nos moldar tal como desejamos. 

Partindo dessa ideia de que temos que assumir nosso protagonismo, convidamos todos e dar um giro no ar conosco e redescobrir, a cada dia, o privilégio de poder ser parte disto: uma escola que apesar de toda carga histórica se mantêm com uma jovialidade ímpar, pois entende que tradição e inovação não necessariamente se antagonizam. Conjuntamente com a preservação da memória temos que nos preocupar com a criação de um presente que faça jus a esse passado tão brilhante e inspirador. 



Um viva à nossa história e que o Tour em L´air possa, assim como diz Nietzsche, 

“se tornar aquilo que é”: expressão de todos nós!


Maria Luiza Patury

sábado, 16 de maio de 2015

Um encontro de gênios para se entrar na história - Angel Vianna, Millicent Hodson e Kenneth Archer

Um encontro para se entrar na história.
Da esquerda para direita: Proessores Paulo Melgaço e Elizabeth Oliosi, Angel Vianna, Millicent Hodson e Kenneth Archer,
Hélio Bejani e Cristina Cabral ( nossa tradutora da noite)

Imaginem o resultado de um encontro (pouco provável) de duas grandes mentes, numa troca amistosa de experiências e projeções. O resultado além de imprevisivelmente magnífico, poderia ser de um valor riquíssimo para todos aqueles que estivessem a presenciar tal evento.  Assim foi nossa noite do dia 14 de maio, onde, nada menos que, Angel Vianna, nossa grande pesquisadora, educadora e coreógrafa brasileira palestrou ao lado de Millicent Hodson e Kenneth Archer, os pesquisadores e remontadores oficiais da obra de Vaslav Nijinski “A Sagração da Primavera”. Três personalidades visionárias que à frente de seu tempo, desenvolveram trabalhos que iriam durar uma vida inteira e culminariam em, cada vez mais, novos e novos trabalhos e pesquisas. O Tour Em L’Air hoje apresenta exclusivamente o relato histórico desta noite memorável.
Plateia atenta, assistindo aos vídeos da noite

No primeiro momento foram mostrados dois vídeos. O primeiro foi sobre a vida e trajetória de Angel Vianna e narrou o começo de suas pesquisas, que mais tarde serviram para fundar a escola e faculdade de dança que leva seu nome. Angel ressalta, em seu vídeo, a necessidade e a importância de se deixar fluir o sentimento para que se encontre a essência da dança. Neste documentário tão belamente produzido pela São Paulo Cia de Dança, Angel é lembrada como a figura que acredita no potencial de cada um e estimula a todos, ajudando a cada um encontrar em si as ferramentas necessárias para a dança livre e de qualidade. Podemos ver o quão importante foi Angel, para o cenário da dança, sobretudo por introduzir no Brasil, o método de pesquisa do corpo e suas possibilidades.
O segundo vídeo foi exibido logo em seguida,  um trecho do documentário produzido por Millicent e Kenneth sobre o processo de pesquisa e remontagem deste ballet incrível que ficou perdido por muitos anos. No documentário aparece a figura de Marie Rambert, uma das principais fontes de informação usada para a remontagem deste ballet, já que a mesma foi assistente direta de Nijinski nesta coreografia. Um trabalho gigantesco, ao qual levou um bom tempo para ser concretizado. Neste processo foi necessário entrega e devoção de nossos pesquisadores que no processo acabaram por se apaixonar e se casar. O documentário encerra com o inicio do ballet reconstruído e encenando em 1990 pelo Jofrey Ballet.

Os convidados vão ao palco

No segundo momento de nossa noite, nossos ilustres convidados foram ao  palco para uma pequena palestra e para abertura da nossa roda de perguntas. A plateia teve uma oportunidade única de tirar suas dúvidas e curiosidades com essas personalidades da dança.

Angel Vianna com seu espírito de educadora, e completamente cativante, trouxe questões muito significativas para todos, como: a necessidade de se conhecer o corpo e de pesquisar suas possibilidades para que possamos utilizá-lo da melhor maneira possível, além da importância de estimular o crescimento e o desenvolvimento de cada aluno, sabendo explorar o que cada um tem de melhor.
Angel Vianna com o microfone ao lado de Millicent Hodson e Kenneth Archer


Angel Vianna interage com a plateia ensinando uma coreografia e uma música
de estímulo.





Millicent Hodson e Kenneth Archer com uma espontaneidade singular e capacidade de transmitir paixão em cada palavra nos ensinaram a entender melhor este ballet tão incrível (que já somos fã), além de nos contar vários fatos curiosos sobre o processo de remontagem da obra.


Millicent Hodson fala sobre trabalho de sua vida


Millicent Hodson ensina parte da coreografia de A Sagração da Primavera
ajudando a plateia a entender um pouco melhor das nuances do ballet.



A noite quase que não termina, pois a curiosidade da plateia parece ser insaciada. O tempo apesar de não ser tão curto, passou numa velocidade gigantesca, que só podemos imaginar, graças a magnitude de nossos convidados. Esperamos que essa parceria possa se firmar cada vez mais, e que o Tour Em L’Air continue cumprindo com seu papel de informar e facilitar o acesso ao conhecimento sobre dança.

A turma formanda 2015 (atrás) sobe ao palco para o registro fotográfico com
nossos convidados


Alunos: Luan Limoeiro e Felipe Vianna ao lado de nossos convidados
agradecendo a presença




Obrigado Angel Vianna E ao casal Millicent Hodson e Kenneth Archer


Luan Limoeiro

terça-feira, 12 de maio de 2015

Motivação que transborda - Ingrid Silva


No dia 7 de Maio a EEDMO recebeu um banho de motivação. A bailarina Ingrid Silva ganhou muitos corações de alunas e alunos da escola de dança alimentando uma inspiração pela dança. Em uma conversa descontraída e à vontade, trouxe questões das alunas de ballet clássico e mostrou o quão próximo a estrela estava de nós. 



Iniciando sua história no ballet aos 8 anos, se manteve sempre na dança até alcançar o Dance Theatre of Harlem, onde se encontra há sete anos. A bailarina que tem origem na cidade do Rio de Janeiro coloca que tem ocorrido uma desvalorização da arte, mas que não por isso não se deva fazer o suficiente para torná-la melhor, pois assim se transforma a desvalorização em reconhecimento. Apontou também que é necessário ter foco no que se quer e principalmente ter paciência e persistência. Ballet é uma profissão difícil e cara, mas que não se pode deixar afetar pelo paradigma de que não há espaço se não está nos "padrões". Não se deve negar o corpo e nem o que acontece na realidade, mas manter o propósito. Embora, não tenhamos nascidos com os corpos desejados (com um pé diferente, altura e outras características), não devemos nos comparar às outras e sim nos dedicar ao que queremos. Mesmo que isso envolva abrir mão de certas coisas que achamos boas, pois é a determinação que nos faz mudar. 



Desenvolver faz parte da rotina. Ingrid conta que sua maior lição de vida foram todos os espaços da dança que passou e de como encarou as dificuldades com suas experiências pessoais. Diz também que é possível conciliar as tarefas do que se quer, citando os livros que carregava para as escolas de ballet quando fazia faculdade. Em sua fala final, ela diz: “É difícil, vai ser difícil. Mas você não pode desistir. Se desistir na sua primeira correção, você nunca vai chegar ao final. E é difícil porque você vai ter trezentos professores falando que está errada. E você tem que ter perseverança e falar ‘eu vou conseguir’ até o dia que ficar certo. A cada nível vai ficando mais difícil. A carga horária vai aumentar. Você vai ter as aulas teóricas, as aulas práticas... Só que você não pode desistir. Esse é o ponto único: se você chegou até aqui, você tem um propósito. Se deixar no meio do caminho, você não vai construir. Você só pode desistir se acontecer alguma coisa catastrófica, mas pelo menos você tem que tentar. Melhor tentar e falar ‘não consegui’, do que desistir de primeira. Então tem que ter aquela força de tentar.” 



Platéia atenciosa


Ao lado de Ingrid Silva o nosso diretor adjunto Hélio Bejani,
que abriu a palestra, apresentando nossa convidada



Aluno Leonardo Brito conversando com Ingrid Silva, sua inspiração de longa data

Da esquerda pra direita: Hélio Bejani, Ingrid Silva, Elizabeth Oliosi e Paulo Melgaço


Muito obrigado pela presença na EEDMO, por essa construção na dança e por toda inspiração. Lembraremos sempre desse dia. 

Ique Moraes

sábado, 9 de maio de 2015

Conversando com Angel Vianna

Angel Vianna é um nome extremamente conhecido no cenário nada dança nacional, sobretudo por ser fundadora de uma das mais tradicionais e renomadas universidades de dança (a mesma carrega seu nome). Uma grande pesquisadora da arte e do corpo humano, ganhou fama por ser uma preparadora corporal e coreógrafa de grande sensibilidade e conhecimento.
Convidada pela Escola de Dança Maria Olenewa e a Equipe Tour En L'Air, vem no dia 14 de maio para ministrar uma palestra sobre sua trajetória na dança, compartilhando suas experiências e vivências.
Angel Vianna

No mesmo dia teremos a honra de contar com a participação mais que especial de Millicent Hodson e Kenneth Archer (remontadores e pesquisadores oficiais da obra de Vaslav Nijinski A Sagração da Primavera). O casal estando no Rio de Janeiro para remontar o famosos ballet no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, se pôs a disposição para estar complementando nossa noite palestrando sobre o processo de pesquisa e remontagem desta obra tão visceral de importância imensurável para a história da dança.

Da esquerda para direita: Paulo Melgaço, Liana Vasconcelos,
Kenneth Archer, Millicent Hodson, Cristina Cabral e Luan Limoeiro
Oportunidade única que o Tour En L'Air proporciona a todos, não percam o que promete ser um encontro de grandes inteligências da dança!!!



Luan Limoeiro

domingo, 3 de maio de 2015

Roda de conversa com Ingrid Silva

Para nossa escola, não há nada mais gratificante do que ver uma ex-aluna(o) se destacando no cenário da dança. Não são poucos os que conseguem chegar longe, é verdade, mas cada um é especial à sua maneira. Cada luta vencida, obstáculo superado, sonhos alcançados... cada trajetória guarda em si uma história única.
Ingrid Silva, nossa ex-aluna, se destacou desde cedo no cenário da dança nacional e hoje brilha nos palcos internacionais, integrando uma das cias de dança mais conceituadas da América, a: Dance Theatre of Harlem.




Nesta quinta-feira, dia 07 de maio, ela estará de volta a sua escola, para uma roda de conversa que promete ser no mínimo emocionante e instrutiva.

Estão todos convidados, venham absorver um pouco do muito que este grande talento tem para compartilhar!!!



Luan Limoiro

sábado, 2 de maio de 2015

Adeus a uma Estrela - A Morte do Cisne: Maya Plisetskaya

Adeus a uma Estrela



Maya Plisetskaya, digna de infinitas reverances, faleceu hoje (02/maio/2015) em Munique, vítima de um ataque cardíaco.

Maya foi uma das mais importantes bailarinas do século XX. Ficou muito famosa pelas suas esplendorosas e impecáveis apresentações de “O Lago dos Cisnes”. Infelizmente o coração da maior entre todas as bailarinas parou.

Sua carreira durou por meio século de pura dança, levando ao ballet soviético coreografias modernas. Durante todo o tempo que dançou cativou a plateia com sua pureza na forma de interpretação (que era muito forte, podendo interpretar as mais variadas personagens).


Essa é Maya, aos 61 anos, dançando “A Morte do Cisne”.



Que sempre possamos nos inspirar nessa grande bailarina, e nunca esqueçamos sua memória.

Descanse em paz, Maya.

Lavínia Barcellos